Ana Perugini cobra transparência e regionalização da fila de espera por exames e cirurgias em SP
Coordenadora da Frente Parlamentar do Sistema Cross promoveu audiência pública de encerramento dos trabalhos em Hortolândia.
A deputada estadual Ana Perugini apresentou na quinta-feira (19), durante audiência pública, o relatório conclusivo dos trabalhos da Frente Parlamentar do Sistema Cross, criada em 2023 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Em três anos de atividades, a parlamentar realizou audiências públicas em dez cidades paulistas, ouvindo usuários, profissionais, gestores e conselheiros municipais de saúde.
“Nós apresentamos os resultados das audiências realizadas no estado. Foram dez cidades visitadas, três oficinas e muito diálogo com hospitais públicos municipais, estaduais e Santas Casas. Falta de cuidado, transparência, planejamento regionalizado e atendimento são os principais apontamentos”, afirmou a deputada Ana Perugini, que é coordenadora frente parlamentar.
De acordo com a deputada, o fechamento marca o início de uma nova etapa do processo, que é debater a gestão no SUS. “Finalizamos essa etapa com orgulho da Frente Parlamentar do Cross, mas também com muita preocupação por tudo o que vimos nessa maratona de audiências”, afirmou a coordenadora.
Após a apresentação do relatório, integrantes da mesa de autoridades destacaram os desafios enfrentados na utilização do sistema que organiza a ordem de atendimento em consultas, exames, cirurgias e tratamentos no Estado de São Paulo.
“Nossa região tem suas peculiaridades. Temos um número de leitos per capita para usuários do SUS menor do que a média do estado, o que gera essas pressões. O nosso complexo no HC [Hospital de Clínicas] da Unicamp, assim como o Caism [Hospital da Mulher], é prestador de serviços, não regulador do sistema. O grande desafio é fazer com que os pacientes saiam da atenção básica e cheguem à média e alta complexidade”, comentou o assessor docente da Deas (Diretoria Executiva da Área de Saúde) da Unicamp, Maurício Etchebehere, que representou o diretor-executivo Luiz Carlos Zeferino.
A articuladora de atenção básica da DRS VII (Departamento Regional de Saúde), Marlene Rizzoli, admitiu as falhas no sistema e a necessidade de regionalização da regulação. “Por vezes, há pacientes com encaminhamento que, quando são chamados, já realizaram os procedimentos ou até já faleceram”, afirmou Marlene.
Também participaram da audiência, realizada no plenário da Câmara de Hortolândia, o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Hortolândia, Silvio Paulo Garcia; a diretora de Atenção Especializada da Prefeitura de Hortolândia, Fátima Gomes; a médica reguladora do município, Bruna Guardia Granado; o presidente da OAB Hortolândia, Antônio Gonzalez Filho; a secretária de Saúde de Conchal, Flávia Zanchetta; o responsável pelas relações institucionais da Santa Casa de Valinhos, Julio Passos; a coordenadora da Divisão de Comunicação e Relações Institucionais do Caism, Fabiana Caselatto; os vereadores Nei Prazeres e Paulão, de Hortolândia, e Geraldo Medeiros, de Sumaré; além de integrantes de conselhos municipais e da sociedade civil.