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‘O que nos mantém é a saudade do que é bom’

A declaração foi feita pela deputada federal Ana Perugini, na abertura do 28º Encontro Estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que aconteceu de 17 a 19 de fevereiro, no município de Rosana, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do estado de São Paulo.

Ana Perugini fez uma análise de conjuntura destacando os retrocessos impostos por medidas que, segundo sua opinião, estão levando o país para trás. É o caso da reforma da previdência, da terceirização do mundo do trabalho, das mudanças no ensino médio e dos limites nos gastos públicos que, na prática, congela pelos próximos 20 anos investimentos em educação e saúde, direitos fundamentais de todos os brasileiros.

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Ana afirmou, ainda, que não há governabilidade sem o diálogo constante com os movimentos sociais, populares, sindicais e com o povo organizado nas ruas, em clara referência à prática antidemocrática do atual governo. A deputada ressaltou que a luta que vai quebrar a história de dominação do Brasil é o enfrentamento das contradições da apropriação privada da terra e a alteração do conceito de terra devoluta. O Pontal do Paranapanema é uma das regiões mais pobres do Estado de São Paulo e o epicentro de uma luta pela reforma agrária travada entre o MST e latifundiários da região.

“Precisamos fortalecer todos os movimentos sociais; essa é a nossa responsabilidade pela afirmação do conceito de governabilidade. Queremos o Brasil como celeiro do mundo, sim, mas a riqueza também deve beneficiar os trabalhadores da cidade e do campo”, conclamou a deputada federal Ana Perugini. Ela salientou ainda que a educação é um fator essencial de libertação da classe trabalhadora e que a luta do movimento “é a luta que vai mudar a propriedade privada da terra, que continua sendo cárcere em nosso país”.

Encontro regional do PT

A deputada Ana Perugini participou de encontro promovido pela Macro PT de Presidente Prudente, que reuniu lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores de toda a região do Pontal do Paranapanema, para debater a reforma da previdência (PEC 287) que tramita no Congresso Nacional. O encontro aconteceu na Câmara de Rosana e contou com a participação do vice-prefeito da cidade, Valdir Ferreira de Freitas (PT), de parlamentares federais, estaduais, municipais e de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do PCdoB.

Segundo avaliação da deputada, a educação é o ponto nevrálgico de onde poderia surgir a resistência para as mudanças necessárias ao país diante dos retrocessos deflagrados pelo governo de Michel Temer. “A reforma da previdência, ou o golpe contra a previdência, é uma peça de ficção. Do jeito que está, não podemos aprovar em hipótese alguma”, disse Ana. “A minha esperança está nos movimentos sociais e populares organizados, nas ruas, exigindo os seus direitos. O ser humano é encantador, e a transformação precisa ser encantadora para atrair a todos e lembrar que essa reforma atinge em cheio a classe trabalhadora mais pobre, mas também a classe média”, desabafou Ana.

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Agricultura familiar

Ana Perugini lamentou a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pelo atual governo. Uma medida que, segundo ela, deve ser encarada como um “golpe” para a agricultura familiar e para o desenvolvimento sustentável. O MDA, da forma como funcionou no governo Lula, se transformou num modelo de fomento para todas as atividades agrícolas, diante do olhar dos diversos continentes.

Principal responsável pela comida que chega às mesas das famílias brasileiras, a agricultura familiar responde por aproximadamente 70% dos alimentos consumidos no Brasil. O pequeno agricultor ocupa papel decisivo na cadeia produtiva que abastece o mercado interno: mandioca (87%); feijão (70%); carne suína (59%); leite (58%), carne de aves (50%) e milho (46%) são alguns grupos de alimentos com forte presença da agricultura familiar na produção.

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