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Não esperem de nós o silêncio dos covardes!

“A Dilma trabalhou para que nós tivéssemos democracia política no país. Nós estamos reunidos, aqui, em praça pública, porque alguém lutou para que nós tivéssemos liberdade de manifestação, liberdade de expressão. A Dilma lutou para isso. Mas, depois que nós conquistamos a liberdade de expressão, nós verificamos que a democracia é mais do que isso. Faltava a democracia do pão sobre a mesa. E quem fez a democracia do pão sobre a mesa, quem distribuiu alimentos para o país, quem gerou 14 milhões de empregos, quem elevou 30 milhões de pessoas, das classes D e E, para a classe C, foi o presidente Lula. Dilma, eu quero dizer da honra, da alegria, que eu tenho, de, como brasileiro, partilhar um governo com você. Estou percorrendo todo o país e vejo o grande entusiasmo das pessoas pelas eleições. Quero dizer que temos hoje um país democrático. Um Brasil que deve muito a Dilma Rousseff…”

As declarações acima, em circunstâncias das mais diversas e em campanhas eleitorais em todas as regiões do Brasil, de 2010 a 2014, são do então vice-presidente, Michel Temer, ao reconhecer publicamente o compromisso da presidenta Dilma em defesa da democracia. Como também em admitir o elenco de ações, que fizeram das gestões do presidente Lula a maior referência mundial de combate à pobreza e à exclusão. O governo Lula, que, com ampla participação popular, tirou o Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU).

Certa está a presidente Dilma ao revelar toda a sua indignação por esse ato de barbárie, jurídica e política, que se traduz em golpe, com o seu afastamento em definitivo do comando do país: “Não esperem de mim o silêncio dos covardes”.

Diferentemente do golpe de 64, o golpe da atualidade traz um componente danoso e perverso para os interesses do Brasil. Porque é o golpe da entrega das riquezas naturais; a entrega do sangue dos brasileiros, trabalhadores e trabalhadoras, à voracidade do capital internacional.

Senhor Michel Temer, não precisa dizer mais nada… E também não espere de nós o silêncio dos covardes! Que assim seja!

Ana Perugini é deputada federal pelo PT/SP, coordenadora-geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres e 2ª vice-presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. É também responsável pelas frentes parlamentares em Defesa da Implantação do Plano Nacional de Educação e de Promoção e Defesa da Criança e do Adolescente, no Estado de São Paulo, e integrante das comissões de Educação, Constituição e Justiça e de Cidadania, Licitações, e da Crise Hídrica
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