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Lula

Sempre que me encontro com Lula, me emociono. É inevitável olhar seus olhos e não dimensionar o tamanho de seu ser. Sua contribuição para a redução da desigualdade social no nosso país. Além de dar mais oportunidades aos menos favorecidos e transformar uma nação de poucos em um país de todos, Luiz Inácio Lula da Silva alimentou o espírito do povo brasileiro e mostrou que a esperança é uma chama que devemos manter acesa nos nossos corações.

Foi essa esperança que o manteve firme em tempos tão difíceis, no agreste pernambucano, quando passou fome e uma série de outras dificuldades com as quais o povo pobre, sobretudo do Nordeste brasileiro, aprendeu a conviver durante décadas de governos elitistas e oligárquicos, regidos pela chamada política do café com leite, pelo regime militar e pelo neoliberalismo.

Com a esperança e a obstinação de quem sabia que podia ser e fazer mais, Lula deixou Pernambuco, notabilizou-se como líder sindical, venceu o preconceito e tornou-se o primeiro presidente da República vindo do povo. Quando assumiu a presidência, em 2003, disse: “se eu garantir que todo brasileiro faça três refeições por dia, ficarei feliz”.

Onze anos após a declaração, o Bolsa Família foi apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como fundamental para a saída do Brasil do Mapa Mundial da Fome. O reconhecimento internacional veio com uma série de prêmios, entre eles o da Associação Internacional de Segurança Social, que o classificou como o mais importante do mundo dentro dos grupos de programas de transferência condicional de renda e o alçou como modelo mundial.

Graças a obsessão de Lula e seu comprometimento com a classe trabalhadora, 36 milhões de brasileiros e brasileiras saíram da miséria extrema, batendo a meta estabelecida pela ONU. A esperança havia vencido a fome, e o ex-metalúrgico se consolidava como o maior líder da América Latina e ícone mundial no combate à fome.

Lula deu o peixe. Mas também ensinou a pescar. Aumentou em mais de 20 vezes o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), criou 214 novas escolas federais, número maior do que o de todas as escolas já criadas na história do nosso país, e instituiu o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas integrais e parciais para estudantes de baixa renda. Com o ProUni, o Brasil iniciou a maior inclusão universitária da história, permitindo que filhos de pedreiros e empregadas domésticas se formem em medicina, engenharia e em outras áreas, antes reservadas aos ricos.

Lula é um revolucionário nato. No seu governo, igualdade de gênero virou política de Estado. Em seus primeiros atos, em janeiro de 2003, nomeou mulheres para seu ministério e criou a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Os gestos marcaram um novo momento da nossa história, em relação à formulação, coordenação e articulação de políticas públicas de promoção da igualdade entre mulheres e homens. Com Lula, começamos, enfim, uma trajetória sólida de combate ao machismo e de luta pelo empoderamento feminino.

Nesse dia em que Lula comemora 71 anos e que nós celebramos 14 anos da eleição que marcou o início de uma revolução social em nosso país, quero dizer que o respeito e o admiro. Não só por sua trajetória vitoriosa do sertão ao Planalto, mas por tudo que fez pelo Brasil, pelo povo brasileiro, pelo “cara” – segundo Barack Obama – que se tornou e pela nova cara que deu ao nosso país lá fora.

Lula é do povo. Lula é a cara do povo. Lula é a essência do povo brasileiro, que sofre, luta e continua esperançoso e perseverante, lutando por dias melhores. O Brasil precisa de um cara como Lula.

Feliz aniversário, presidente! Muito obrigada por tudo.

Ana Perugini é deputada federal pelo PT/SP, coordenadora-geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres, integrante da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher e 2ª vice-presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. É responsável pelas frentes parlamentares em Defesa da Implantação do Plano Nacional de Educação e de Promoção e Defesa da Criança e do Adolescente, no Estado de São Paulo, e integrante das comissões de Educação, Constituição e Justiça e de Cidadania, Licitações e da Crise Hídrica.
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