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“Crise da Água no estado de São Paulo” é tema da 5ª edição do Dia de Mobilização do PT/SP

Partido dos Trabalhadores realiza agenda temática mensal simultânea com parlamentares, dirigentes e militantes nas Macrorregiões Paulistas em defesa das políticas públicas dos governos petistas

Em sua quinta edição, o Dia Mensal de Mobilização do PT-SP percorre neste sábado (17/10), as 20 Macrorregiões paulistas com o debate “A Crise da Água no estado de São Paulo”. A Deputada federal Ana cumpre agenda na Macro ABCD (Grande São Paulo).

O assunto é ratificado na primeira quarta-feira de cada mês, por meio do Fórum de Conjuntura Eleitoral do PT-SP, em parceria com o Projeto SP (Projeto Estudos dos Estados Brasileiros da Fundação Perseu Abramo) e apoio da Assessoria Técnica da Liderança do PT Alesp.

Os resultados obtidos nos debates são encaminhados para os dirigentes, parlamentares e militantes, como ferramenta de discussão em mais uma etapa do calendário permanente, a fim de qualificar o debate, bem como reforçar propostas do Partido dos Trabalhadores sobre o conteúdo proposto.

Descaso 

A ausência de políticas públicas da gestão do PSDB para solucionar a crise hídrica no estado de São Paulo afeta diretamente mais da metade dos municípios paulistas.

Das 645 cidades, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) atende 364 municípios (aproximadamente 67% da população urbana), sendo o fornecimento de água para 28,4 milhões de pessoas.

No entanto, diversas cidades têm enfrentado a seca das torneiras e o rodízio, que o governo Alckmin insiste em dizer que não existe.

Um dos principais gargalos que se tornaram agravantes para a celeuma provocada pela omissão do governo estadual é o Sistema Cantareira, que operou recentemente em limites inaceitáveis, sendo que em setembro de 2015 teve produção média de 13,77 m3/s, 58% a menos que a média de 33 m3/s, anterior à crise. Com isso, os mananciais começaram a operar no limite de suas capacidades, ao produzirem atualmente 70% do que produziam em condições normais até 2013.

Mesmo assim, a Sabesp teve a maior receita operacional líquida nos dois últimos dois anos, com R$11,3 bilhões e R$11,2 bilhões, respectivamente nos anos de 2013 e 2014. O lucro líquido no ano passado atingiu o montante de R$903 milhões. O valor de mercado da empresa está avaliado em R$11,6 bilhões. Da fatia arrecadada, a Sabesp repassa 50% para o Governo do Estado e o restante para acionistas.

Inversão de prioridades

Segundo especialistas do Coletivo de Luta Pela Água, a crise não teria avançado se as obras previstas no Plano Diretor de Abastecimento de Água de 2009 tivessem sido executadas, se as perdas de água fossem menores, se os índices de tratamento de esgoto fossem maiores e se a Sabesp não tivesse feito a opção de tratar o saneamento como negócio.

Por outro lado, a demora na extensão do bônus para toda a Região Metropolitana de SP, a falta de transparência e a restrição dos espaços de participação da sociedade norteiam o modus operandi da Sabesp e do Governo do Estado.

Propostas

 Veja algumas das ideias apresentadas, durante a 13ª edição do Fórum de Conjuntura Eleitoral do PT-SP, para solucionar a celeuma sobre a falta de água em todo o estado:

 – Instituição de um Plano de Emergência elaborado de forma democrática que envolva a participação de entidades técnicas, setores da sociedade e órgãos públicos;

– Transparência e democracia como forma de fortalecer os espaços institucionais;

– Elaboração de um projeto de ação movimentos sociais e gestores municipais, a fim de que o governo estadual cumpra o abastecimento de água irrestrito para a população;

– Garantia de fornecimento de caixas d’água a população vulnerável e a construção de reservatórios coletivos de água em comunidades com grande concentração de famílias poderiam sair do papel;

– Defesa da revisão da política tarifária e um modelo de gestão que leve em conta as particularidades de cada região, no que tange as obras específicas para o fornecimento regular dos recursos hídricos.

Balanço

O Dia Mensal de Mobilização é uma agenda simultânea com parlamentares e dirigentes, que percorrerão em sistema de rodízio, todas as 20 Macrorregiões do estado paulista até fevereiro de 2017.

Em quatro edições, a ação estadual do PT-SP contabiliza 219 cidades visitadas com as presenças dos deputados estaduais e federais; vereadores e vereadoras; prefeitos, prefeitas e vices; dirigentes nacionais e estaduais, coordenadores e coordenadoras de Macros, além da militância e representantes de movimentos sociais.

A ideia da peregrinação petista pelo estado surgiu no primeiro semestre de 2015, como forma de reaproximar lideranças parlamentares e dirigentes da base social do partido.

Em sintonia com a declaração do ex-presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, – proferida durante o 5º Congresso Nacional do PT, realizado em junho deste ano, que solicitou a cada parlamentar e dirigente, a reserva de um dia ao mês para percorrerem o país e dialogarem com o povo –  a direção paulista aprovou o Dia Mensal de Mobilização do PT-SP, iniciado no dia 20 de junho de 2015.

Com informações de:

Fábio Sales /Comunicação PT-SP

Renata Calabresi /Assessoria Presidência PT-SP

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