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Com humanidade e desenvolvimento, nosso futuro, por nós, hortolandenses!

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal… Quando se vê, já terminou o ano…”

Nossa vida se confunde com a vida da cidade em que vivemos e amamos. Antes éramos parte de Sumaré e quando olhamos… passaram-se 26 anos! Essa forma atrativa de descrever a passagem do tempo, encontrada pelo poeta Mário Quintana, explica a rapidez no processo de transformação de Hortolândia, no coração da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

Tempo, tempo, tempo… O retrato da cidade é outro. Somos uma cidade de médio porte, em ritmo forte de crescimento, industrializada e em franco processo que faz consolidar o significado do que é moderno em tecnologia empresarial, com enorme potencial de avanço nos índices de qualidade de vida e justiça social.

Hortolândia cresceu rápido. Nossa densidade demográfica, 3.094 habitantes por quilometro quadrado, no Censo de 2010, é a maior da RMC, e uma das mais elevadas do Estado e do Brasil. O que faz aumentar a responsabilidade, que é de todos, do Poder Público, da iniciativa privada e do Terceiro Setor, compreendido pelas entidades assistenciais, em geral. De toda a nossa gente, aguerrida e capaz e empreendedora.

Hortolândia é agora uma flor no auge da juventude, início da maturidade, se compararmos à nossa vida humana. Vive um momento histórico que exige mais investimentos em mobilidade urbana, na educação, segurança, habitação, na infraestrutura municipal, e especialmente na Saúde Pública, nossa preocupação e maior compromisso, a reforma e ampliação do nosso Hospital, por meio de recursos que estamos liberando em Brasília.

Todos projetos de caráter estrutural, permanente e sustentável, a partir de escolhas que vão possibilitar a distribuição de riquezas, humanas e materiais, em bases justas e sólidas. Pois, afinal, que cidade queremos num mundo globalizado?

Acredito que é este o nosso “dever para fazer em casa”, pensar a nossa cidade. É uma tarefa de cidadãos que aqui construíram e construirão suas vidas! É hora de reconstruirmos os valores da democracia e os sentidos da justiça e da igualdade, com a disposição de equilibrar a equação que nos é colocada no dia-a-dia, em quaisquer lugares do planeta: globalização x sustentabilidade!
Em Hortolândia, sempre tempo de trabalho e de construção de políticas públicas inclusivas e democráticas, é também templo de esperança, de paz e de ternura em nossos corações! Nosso dever e nosso desafio: combinar todos esses sentimentos no sentido de edificar nossa Casa, o bem comum, morada de todos, sobre a rocha, como nos recomenda o Criador.
O grande paradoxo da relação entre globalização e sustentabilidade é que, ao mesmo tempo que a globalização pode ser vista como uma ameaça à preservação dos recursos planetários, uma vez que se vincula a um modelo de crescimento sem fim, ela pode ser, também, uma das maiores armas à disposição da humanidade para a promoção do desenvolvimento humano.
Invocando o que nos ensina o professor Eduardo Felipe Pérez Matias, em “A humanidade contra as cordas”, a luta pela sociedade global pela sustentabilidade, “não há solução milagrosa ou uma instituição única capaz de reverter nossa complexa situação atual”. Para ele, alcançar a sustentabilidade dependerá da ação de uma série de atores, públicos e privados, em diversos planos.
Inteligentemente, Pérez Matias faz uma ressalva: “Nenhum deles – empresas, governos, sociedade civil ou indivíduos – será capaz de resolver, por sua própria conta, nossos problemas”.
A transformação, portanto, depende fundamentalmente da nossa união! Parabéns, nesses 26 anos de história, a todos e todas hortolandenses! Nosso futuro, com humanidade e desenvolvimento, está por ser escrito por todos nós!

 

Ana Perugini é deputada federal pelo PT de São Paulo

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