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Biografia Ana Perugini

Ana Lúcia Lippaus Perugini está em seu quarto mandato legislativo consecutivo, o primeiro como deputada federal pela bancada petista de São Paulo. É advogada por formação e servidora licenciada do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Iniciou sua trajetória nos movimentos populares e sociais da década de 1980, na defesa da agricultura familiar e nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBS). Neste período, participou, juntamente com lideranças de Hortolândia e Sumaré, da criação do Partido dos Trabalhadores na cidade.

No início de 1990, o então distrito de Hortolândia organiza um movimento para sua emancipação. Mais uma vez, Ana vai às ruas, organiza, aconselha e comemora, enfim, mais uma vitória da população da nova cidade, conhecida na época como cidade dormitório e com elevadas taxas de violência e criminalidade.

Depois de tantas lutas, Ana Perugini foi convidada a ser candidata. Eleita, em 2004, a vereadora mais votada da história do município. Chegou à Assembleia Legislativa em 2006, com 66.878 votos e foi reeleita, em 2010, com 115.342 votos. Em 2014, emplaca o quarto mandato consecutivo, desta vez, como deputada federal, com quase 122 mil votos.

A deputada é defensora da ampliação das políticas públicas para as mulheres. Sobre o assunto criou e coordenou uma Frente Parlamentar. É dela a autoria do projeto de lei que propõe a implantação da vacina de prevenção do câncer do colo do útero na Rede Pública de Saúde e das semanas estaduais de conscientização sobre Endometriose e Infertilidade e sobre o Parto Natural.

No meio ambiente, defende saneamento básico para todos e a rediscussão da outorga do Sistema Cantareira, fornecedor de água para a Região Metropolitana de Campinas e parte da Grande São Paulo.

Ana Perugini é autora do projeto de lei que defende a compensação financeira, por parte do Governo de São Paulo, às cidades que abrigam ou venham a abrigar presídios. Uma ação em resposta aos impactos negativos causados por estas instituições.

Entre suas principais ações está, ainda, a luta contra o abuso das tarifas de pedágio nas rodovias paulistas. Por meio de iniciativa parlamentar, a deputada quer que usuários que morem ou trabalhem nas cidades onde se localizam as praças estejam isentos do valor. Uma medida de justiça social para garantir o direito de ir e vir.

Na Assembleia Paulista, foi ainda vice-presidente das Comissões de Constituição e Justiça e de Assuntos Metropolitanos.

Em sua trajetória enquanto deputada estadual, Ana Perugini foi reconhecida como uma deputada defensora dos municípios do interior. Sendo assim, optou pela coerência, reforçou o seu compromisso com os municípios do interior e vai levar Brasília para os municípios mais distantes e carentes de políticas públicas.

Ana Perugini destaca a educação como prioridade do primeiro mandato como deputada federal. “Se não houver uma mudança profunda em relação à educação, com a ampliação do território curricular para que a sociedade participe e o jovem entenda e ame mais a política, nós não vamos ter o que o PT tanto quer para o País”, afirma.

Em uma manifestação contundente, Ana Perugini posicionou-se contra a redução da maioridade penal, tema em debate no Congresso Nacional. “Sem saber como dar respostas à sensação de insegurança, à escalada de homicídios e outros crimes de grande repercussão midiática, algumas vozes se levantam, como a surfar mais uma onda, para escolher crianças e adolescentes como bode expiatório”, diz .

A deputada sustenta que essas vozes querem jogar no lixo o artigo 227 da Constituição Cidadã, para quem a proteção da infância e juventude é dever do Estado, da sociedade e da família. “Passam a agir, com a cumplicidade de parte da mídia, e identificam nas crianças excluídas, na infância pobre, negra e prostituída, os grandes inimigos da sociedade. Na incapacidade de consentir com as mudanças estruturais que podem levar a um desenvolvimento integral de nossos meninos e meninas, passam então a promover a defesa da diminuição da maioridade penal”, afirma indignada.

Para ela, se a redução da idade penal for concretizada, voltaremos à idade das trevas, do olho por olho e dente por dente, conhecido princípio de Talião.

“Reduzir a idade penal não resolverá a escalada da violência, que tem a ver com as armas, as drogas, as modalidades de injustiça que teimam em resistir. Pelo contrário, pode piorar, como reconheceram, na história recente, países europeus, como Alemanha e Espanha. Todos sabem que o sistema prisional brasileiro dificilmente ressocializa. Com a redução, teríamos mais brasileiros vulneráveis às tramas das gangues, das máfias que estão nos presídios”, reitera .

Diante do recrudescimento desse debate, recomenda, a nenhum de nós é dado o direito de lavar as mãos. “Não queremos ser nem Herodes e nem Pilatos. Queremos continuar acreditando no valor, compromisso e competência dos profissionais habilitados na tarefa de acompanhar a trajetória do menor, autor de atos infracionais, tanto quanto no desenvolvimento integral do ser humano, confiando em uma nação de respeito total à vida, bem como nas alternativas altamente qualificadas de cuidado com o outro, com a bela natureza que ainda nos cerca, embora sob ameaça ”.

A deputada é natural de Cariacica, Espírito Santo. Saiu de sua cidade natal na década de 70.