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Ana Perugini questiona troca de medicamento usado no combate a câncer infantil

A deputada federal Ana Perugini, coordenadora da Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente no Estado de São Paulo, questionou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, sobre os motivos da substituição do medicamento usado no tratamento da leucemia linfoide aguda infantil (LLA), que acomete cerca de quatro mil crianças no Brasil.

Essencial para conter o avanço da doença, a substância é importada pelo governo e distribuída aos hospitais por meio do Programa de Prevenção e Controle do Câncer do Ministério da Saúde. O pedido de informações foi feito por meio de requerimento aprovado pela Câmara Federal.

Nas últimas décadas, o remédio adquirido pelo governo brasileiro era a Asparaginase, importada de laboratórios alemães e norte-americanos que, de acordo com especialistas, tem um nível comprovado de eficácia de até 90%. Porém, no início do ano, o ministério anunciou a compra da Leuginase (que tem a asparaginase como princípio ativo), de fabricação chinesa.

A mudança gerou preocupação em especialistas e a interrupção do tratamento em hospitais do país. O Centro Boldrini, hospital campineiro que é referência na América Latina no combate ao câncer infantil, ficou sem o remédio usado anteriormente no estoque e decidiu não usar o produto chinês chinês, que não teria eficácia comprovada. Para garantir o tratamento aos pacientes, o hospital, que atende de 120 a 150 novos casos da doença por ano, fez uma compra por conta própria.

“Não queremos que nossas crianças sejam sujeitos de pesquisa, em estudos clínicos da Leuginase, pois a possibilidade da ineficácia deste medicamento reduz drasticamente as chances de cura desses pacientes”, argumentou a parlamentar, no documento em que pede informações detalhadas sobre a mudança. “Nossas crianças precisam ser tratadas com os melhores medicamentos”, concluiu Ana Perugini.

Aprovado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, o requerimento 2.923/2017 será encaminhado ao Ministério da Saúde, que terá 30 dias para se posicionar sobre o assunto.

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