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Ana Perugini defende reitoria e segundo campus do Instituto Federal em Campinas

A deputada federal Ana Perugini, membro da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, defendeu a manutenção do Campus Amarais do Instituto Federal de Campinas, que deve ser fechado no final do ano, com a entrega do novo prédio, em construção na região do Campo Grande. A manifestação da parlamentar ocorreu segunda-feira (16), em visita às obras.

O campus campineiro do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) tem quase mil alunos e entrou em funcionamento em 2013, por meio de parceria com o Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer. Com a construção do prédio, a unidade será fechada e os alunos transferidos, já que Campinas só tem autorização do Ministério da Educação (MEC) para manter um campus em atividade.

“Nós não lutamos para construir um prédio para fechar uma escola, mas para que tivéssemos mais condições de ter uma educação pública de qualidade para todas as pessoas que desejam estudar, em qualquer fase da vida, em Campinas”, afirmou a deputada, durante conversa com o engenheiro Leonardo Torti, a diretora administrativa do campus, Fabiana Salim, e o professor Daniel Saverio Spozito, que representou o diretor-geral Ederval de Oliveira Castro.

Para Daniel Spozito, o funcionamento do Campus Amarais é importante para o atendimento da demanda em regiões distintas da cidade. Segundo ele, a manutenção da estrutura possibilitaria a ampliação dos cursos oferecidos pelo Instituto Federal no município. No entanto, a coexistência dos campi depende de uma portaria do Ministério da Educação.

Durante a visita, Ana recebeu de Spozito documentos – entre eles uma carta da Prefeitura de Campinas encaminhada ao MEC e uma moção de apelo apresentada à Câmara de Campinas pelo vereador Pedro Tourinho (PT) – que manifestam o pedido de instalação de uma reitoria do Instituto Federal em Campinas.

No mês passado, a reitoria do IFSP, que funciona na capital paulista, anunciou a criação de duas sedes regionais – uma em Campinas e outra em São José do Rio Preto, para descentralizar o atendimento. A reitoria campineira, no caso, deve abranger ao menos 14 campi. “Essa conquista dará bastante autonomia administrativa para que se amplie a oferta de cursos profissionalizantes técnicos e tecnológicos em toda a região”, avaliou Spozito.

“Além das reitorias, vamos lutar pelo aumento da verba para os institutos federais do Estado”, comprometeu-se Ana Perugini, que coordena no Estado de São Paulo a Frente Parlamentar em Defesa da Implantação do Plano Nacional de Educação.


SEIS ANOS DE ABANDONO

As obras do Instituto Federal começaram em 2010 e, por conta de problemas com licitações, ficaram paralisadas por seis anos. Em agosto de 2015, a pedido de moradores, a deputada Ana Perugini esteve no local e constatou o abandono. Por meio de requerimento, a parlamentar questionou o Ministério da Educação e pediu a retomada imediata das obras, o que ocorreu no início de 2016.

Orçado em 15,2 milhões, o campus tem 8,5 mil m² de área construída, em um terreno de 22 mil m². A escola terá capacidade para atender até 1,2 mil alunos.

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