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Ana Perugini defende que tráfico de pessoas se torne crime hediondo

A deputada federal Ana Perugini, coordenadora-geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres, defendeu que o tráfico de pessoas se torne crime hediondo no Brasil. A manifestação da parlamentar ocorreu na manhã desta quarta-feira (20), durante a escolha das vencedoras do Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, oferecido anualmente pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados a mulheres que tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e questões do gênero, no país.

“Nós vamos lutar para que o tráfico de pessoas se torne crime hediondo no nosso país”, afirmou a deputada, lembrando que a maioria dos casos de tráfico envolvem mulheres e meninas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), sete em cada dez pessoas traficadas no mundo envolvem um dos dois perfis.

Ao defender a candidatura da jornalista Priscila Siqueira, indicada por ela prêmio, Ana lembrou da trajetória de mais de 50 anos da ativista no enfrentamento ao tráfico de pessoas no país. “A Priscila é ativista desde 1961, quando começou a defesa de empregadas domésticas, que também iam para a lavoura e saíam da lavoura para a prostituição para dar conta do sustento das famílias, no interior de São Paulo”, disse a deputada, que é 2ª coordenadora-adjunta da Bancada Feminina na Câmara.

Ana destacou a importância da audiência pública realizada no dia 30 de agosto, na Câmara Federal. O evento, intitulado “Tráfico de pessoas: precisamos combater este crime”, contou com as participações de Priscila Siqueira, do defensor público federal Leonardo Magalhães, da promotora legal popular Rosa Maria Silva Santos, coordenadora do Projeto Vez e Voz e do advogado Barry Wolfe, membro da Suprema Corte da Inglaterra e do País de Gales e diretor da ONG SOS Dignidade

“Nós começamos um trabalho e estamos acompanhando a rede internacional de combate ao tráfico de pessoas”, explicou a deputada, que trabalha na formação de uma rede para ajudar no enfrentamento ao crime no país, além de campanhas educativas no rádio e televisão para combater o crime, que faz mais de 2,4 milhões de vítimas no mundo todos os anos.

A deputada elogiou as 30 candidatas que concorreram ao prêmio e sugeriu uma divulgação mais ampla nas próximas edições, para dar mais visibilidade à luta das mulheres em uma sociedade machista. “Fiquei surpresa com a história de tantas mulheres, que têm vidas e histórias de luta que nos surpreendem”, afirmou.


Vencedoras do Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós

Elza Soares – cantora
Daniela Teixeira
– membro da Comissão da Mulher Advogada da OAB nacional
Raimunda Gomes da Silva – trabalhadora rural e ativista
Maria Gabriela Manssur
– promotora de justiça
Marina Kroeff – médica

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