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Ana Perugini abre luta de mulheres contra reformas no interior de São Paulo

A deputada federal Ana Perugini, coordenadora-geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres, iniciou uma verdadeira cruzada no Estado de São Paulo, esta semana, em defesa dos direitos das mulheres e contra as reformas da previdência e trabalhista e o projeto de terceirização do mundo do trabalho, que deve ser votado na próxima semana no Congresso Nacional.

A parlamentar esteve na manhã de segunda-feira (6), em Cordeirópolis (a 162 km de São Paulo), onde participou da abertura da Semana da Mulher promovida pela prefeitura local. Na Câmara Municipal, Ana foi recebida pela vice-prefeita Fátima Celin, pelos vereadores Sandra Santos e Antonio Lemão, além de lideranças e autoridades.

Durante pronunciamento no plenário, Ana Perugini criticou a proposta de emenda constitucional (PEC) 287 e ressaltou a importância de homens e mulheres irem para as ruas no mês de março, em protesto contra o projeto que está sendo avaliado por uma comissão especial na Câmara Federal e que prevê uma série de modificações que impactarão diretamente na vida da população brasileira, principalmente as mulheres.

“Se a reforma da previdência for aprovada, empregadas domésticas e trabalhadoras rurais não vão conseguir se aposentar. Portanto, não se trata apenas de direitos das mulheres. Se trata de uma luta de justiça contra injustiça; de história real versus ignorância”, afirmou a deputada, que fez questão de ocupar a tribuna para da câmara para mostrar a importância de as mulheres ocuparem os espaços de poder.

Ana encerrou a agenda de segunda-feira, à noite, na Câmara de Araraquara (a 278 km da capital paulista). A 2ª vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados foi uma das convidadas para compor a mesa da Audiência Pública Não à PEC 287, organizada pela deputada estadual Márcia Lia.

O debate, que marcou o lançamento do Comitê Sindical contra a PEC 287 local, reuniu representantes da classe trabalhadora, entre eles CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), do Ministério Público do Trabalho (MPT), vereadores de Araraquara e Guaíra, do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos), da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), entre outros órgãos e entidades.

Integrante da mesa de debates, a deputada federal propôs uma reflexão sobre igualdade de direitos, dizendo que “gostaria de se aposentar com a mesma idade dos homens do país [a PEC propõe idade mínima de 65 anos para ambos os sexos], mas que a desigualdade nas jornadas de trabalho não permite isso – a mulher ainda é a responsável pelas responsabilidades do lar”.

“A igualdade prevista pela Constituição leva em consideração essa diferença de jornada da mulher e esse governo, quando mandou a PEC, ignorou isso em nossas vidas. Enquanto mulher e movimento feminista, tudo o que eu quero é parar de trabalhar 21h por dia no campo e 20h por dia na cidade”, disse Ana. “Eu entendo que o meu lugar agora é na rua. Se não forem os movimentos sociais e os movimentos sindicais, não vamos conseguir derrubar o que está sendo construído”, declarou a parlamentar,que continuará percorrendo o Estado.

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